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Sem reforma, economia do país deve ser ameaçada

O governo federal garante: somente em 2016, o déficit apresentado pelo caixa da Previdência foi de nada menos que R$ 152 bilhões entre o que se arrecada com contribuições dos trabalhadores na ativa e o que se paga em aposentadorias. Ou seja, pagou-se mais do que se recebeu no ano passado. Essa diferente entre o que entra e o que sai tende a aumentar. A expectativa de vida do brasileiro cresce a cada ano – já é de 75,5 anos. No Brasil, não há idade mínima para se aposentar. Resultado: mais gente se aposenta antes dos 55 anos, deixa de contribuir e passa a receber. Muitas vezes por mais tempo do que contribuiu ao longo da vida.

Eu pergunto ao ex-ministro da Previdência, José Cechin: há quem alega que essa diferença bilionária não existe. O sr, que acompanhou de perto o sistema, nos diga: isso é verdade?

“Não, não é verdade. O próprio ministro da Fazenda tem feito apresentações exaustivas com a contabilização detalhada de todas as receitas e de todas as despesas da Seguridade. E essa conta está negativa desde o ano passado ou retrasado. Eu, no entanto, ouso dizer que não é uma questão relevante essa daí, se tem ou não tem déficit. Porque você poderia sempre suprir esse déficit multiplicando, aumentando as contribuições das pessoas e das empresas, de modo que a arrecadação ficasse igual ao pagamento.Mas qual a conseqüência de uma atitude dessas? É que essa alta contribuição previdenciária comporá o preço das mercadorias brasileiras que perderão – e perdem – competitividade frente aos importados e frente às exportações. Ou seja, com um sistema desses que tem uma alta carga de contribuição previdenciária, nós vamos exportando empregos pra China, pra Indonésia, pro sudeste da Ásia e não gerando empregos aqui dentro. É isso que precisa ser percebido. Não é tanto a questão do déficit ou não déficit. Essa questão que nós sufocamos, a competitividade dos nossos produtos, se continuarmos aposentando gente jovem e cobrando contribuições tão altas das pessoas e das empresas.”

A reforma da Previdência segue em discussão na Câmara dos Deputados. O governo, tenta garantir a sua aprovação ainda nos próximos dias, antes do recesso parlamentar de 23 de dezembro.

 

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