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Quarentões, Backstreet Boys e Spice Girls ensaiam ‘revival’ dos anos 90

09/01/2019 às 13:58:32

A depender dos Backstreet Boys e das Spice Girls, 2019 vai soar como 1999.

Para os Backstreet Boys, a maturidade é a arma. A experiência estampa o vídeo de “No Place”, single lançado há uma semana como prévia do disco “DNA”, que sai no dia 25.

Com algumas rugas e menos cabelo, Nick Carter, 38, AJ McLean, 40, Brian Littrell, 43, Howie Dorough, 45, e Kevin Richardson, 47, aparecem em cenas de comercial de margarina com mulheres e filhos.

É o retorno da mais bem-sucedida boy band (eles preferem “conjunto vocal”) da história, a única a ter vendido mais de 100 milhões de discos.

Os Backstreet Boys iniciam a turnê “DNA” em 6 de fevereiro, em Las Vegas. Em maio, o grupo vai à Europa, e depois, a partir de julho, roda Estados Unidos e o Canadá – deve haver uma visita ao Brasil.

Vendo-os dançar, nem parece que faz 27 anos que o grupo foi formado em Orlando, nos EUA, emprestando o nome do mercado de pulgas que servia de ponto de encontro.

O conjunto despontou em 1997 com “Quit Playing Games (with My Heart)”, o primeiro de muitos sucessos que os fariam integrar o imaginário de gerações. A febre começou a baixar em 2001. Kevin deixou o grupo em 2006 e voltou em 2012. AJ teve problemas com álcool e drogas e passou por reabilitação.

Nick brigou com os colegas graças à estreia solo e também teve dramas com drogas em 2003, quando namorou a socialite Paris Hilton.

Brian teve um problema grave nas cordas vocais e foi criticado pela base de fãs, em grande parte feminina e gay, por apoiar Donald Trump.

No período, teve até integrante envolvido no #MeToo. Foi Nick, acusado em 2017 pela cantora Melissa Schuman de tê-la estuprado em 2003 – ele disse que a relação foi consensual e escapou de processo graças à prescrição do crime.

Agora, de olho em reviver as glórias passadas, eles acabam de fazer uma série de shows em Las Vegas, ampliada com a alta procura de ingressos.

Daí o novo single, que sucede “Don’t Go Breaking My Heart” e “Chances”, de temática familiar –um encontro ao acaso, uma paixão ardente.

O vídeo da canção acumula 16 milhões de visualizações no YouTube – é menos que as 100 milhões de Rihanna, mas supera os lançamentos de atrações daquela geração.

Outro monumento do pop dos anos 1990, as Spice Girls estão de volta – uma vez mais, porém, reduzidas a quarteto.

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Foi assim em 1998, quando Geri Horner (então Halliwell), 46, deixou o grupo às vésperas da primeira turnê pelos EUA para iniciar carreira solo – as cinco se reuniriam em 2007 e em 2012, no encerramento da Olimpíada de Londres.

E será assim em maio, quando ela e as colegas Melanie Chisholm, 44, Melanie Brown, 43, e Emma Bunton, 42, iniciam uma série de 11 shows no Reino Unido para relembrar hits como “Wannabe” e “Say You’ll Be There” – a procura por ingressos bateu recorde, e uma ida aos EUA é cogitada.

Ausente estará Victoria Beckham, substituída pela cantora britânica Jess Glynne, 29.

Victoria – que em diversas ocasiões demonstrou pouco apreço pelas próprias aptidões musicais – disse que prefere se concentrar na família e em sua marca de roupas.

Formado em 1994 sob o guarda-chuva de Madonna e TLC, o quinteto inglês teve carreira menos prolífica que a dos Backstreet Boys. Foram três álbuns e seis anos em atividade até o primeiro hiato.

A ascensão delas abriu caminho para uma leva de artistas no início dos anos 2000, de nomes como Britney Spears e Christina Aguilera.

Com mais de 85 milhões de discos vendidos, as Spice Girls são o mais bem-sucedido grupo feminino e o maior sucesso britânico desde os Beatles.

Mas o impacto cultural escapa aos números. O discurso de exaltação do poder feminino (“girl power”) – ainda que desprovido do lastro intelectual de atrações feministas dos anos 1990, como o grupo de punk rock Bikini Kill – permite que elas sejam creditadas, hoje, como avós do feminismo contemporâneo.

O furacão Spice Girls também deixou marcas na moda, dos saltos-plataforma aos cortes de cabelo sessentistas, passando pelo célebre vestido de Geri estampando a bandeira do Reino Unido.

Em síntese, elas reinventaram o conceito de fama pop, como definiu o biógrafo David Sinclair. “Os jovens dos anos 1990 tinham um sentimento de que tudo de importante havia acontecido antes de eles terem nascido”, afirmou Lauren Bravo, autora de “What Would the Spice Girls Do?” (o que as Spice Girls fariam?). “É legal vê-los olharem para aquela época e pensarem que foi importante.”

“Não nos demos conta do impacto; apenas expressávamos o que sentíamos em resposta ao sexismo na indústria musical”, disse Mel C ao jornal The Guardian, em 2018. Ou, segundo Geri: “Levantamos nosso dedo ao vento e capturamos o espírito da época”.

Com informações da Folhapress.

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