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Padre Cícero voando, índios Kariri e mais homenagens ao Ceará na Sapucaí

05/03/2019 às 18:53:22
O Ceará estava presente no tema de pelo menos três Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro que se apresentaram nesta segunda-feira, 4, no Sambódromo.

União da Ilha do Governador destacou o Ceará através da literatura dos escritores Rachel de Queiroz e José de Alencar, passando pelos índios Kariris e Padre Cícero, de Juazeiro do Norte.

A Comissão de Frente da Escola homenageou Padre Cícero e foi intitulada de “O Milagre da Fé”. Neste momento, uma surpresa: o personagem de Padre Cícero sobrevoa a bateria, utilizando um super drone, e encanta os espectadores.

Artistas e artesãos cearenses foram homenageados com suas obras integrando o desfile, sendo confeccionadas no estado e enviadas para o Rio. Couro, renda, bordado estiveram presentes. Espedito Seleiro  foi o homenageado da 24ª Ala da União da Ilha.

Obras como “Iracema”, “O Guarani” e “O sertanejo”, de José de Alencar, e “As três marias”, “O quinze” e “Memorial de Maria Moura” serviram como inspiração direta de fantasias e alegorias.

A gastronomia cearense também integrou o desfile, tendo doces como o “alfenim” lembrado.

A Estação Primeira de Mangueira entrou na Sapucaí trouxe “História Pra Ninar Gente Grande”, que aborda o lado não-oficial de personagens da história do Brasil. Neste, índios Kariris e negros escravizados em Aracati foram destaque.

A Paraíso do Tuiuti abordou política com a história do Bode Ioiô, personagem eleito vereador em 1922 como forma de protesto em Fortaleza. No desfile, homenagens a pescadores cearenses, em especial Dragão do Mar, e sátiras com a política da mesmice.

Por Alana Soares/Agência Miséria
Miséria.com.br

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