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Oito candidatos disputam 1º turno na Rússia; Putin deve vencer com maioria absoluta

18/03/2018 às 20:17:30

A Rússia realiza o primeiro turno das eleições presidenciais neste domingo (18). Oito candidatos disputam o pleito, sendo que Vladimir Putin – no poder desde 1999 – é cotado como favorito — as pesquisas apontam que ele tem cerca de 70% das intenções de votos.
A data também é simbólica e favorável a Putin, já que é o quarto aniversário da retomada da Crimeia pelo país. Se acontecer um inesperado segundo turno, ele será em três semanas, no dia 8 de abril.
A votação no país é não obrigatória e mista para os 110 milhões de russos convocados — há voto eletrônico em alguns lugares, mas se mantém o papel durante a contagem. São mais de 97.000 colégios eleitorais na Rússia e outros 400 em 145 países. Essa é a primeira vez que a ‘geração Putin’ vai às urnas.

Favorito na eleição, o presidente Putin escolheu a seção eleitoral aberta na sede da Academia das Ciências da Rússia, na movimentada Avenida Lenin de Moscou, para depositar seu voto durante a manhã. Ao ser perguntado pelos jornalistas pelo resultado que gostaria obter das urnas, Putin respondeu que se conformará com ‘qualquer um que obtenha o direito de ser presidente.’
Com os 11 fusos horários dentro do país, o pleito deve levar 21 horas para ser concluído. A votação começou às 17h deste sábado (17) no horário de Brasília com a abertura dos colégios eleitorais em Kamtchatka, Tchukotka e Magadan, regiões mais orientais do país. O encerramento está previsto para às 14h deste domingo (18) com o fechamento das urnas em Kaliningrado.
Putin deve garantir mais seis anos de mandato, a começar pelo fato de que seu maior opositor, Alexei Navalny, foi proibido de concorrer às eleições em dezembro do ano passado. De acordo com as pesquisas, o segundo candidato com maior número de intenções de votos é Pavel Grudinin, com aproximadamente 6%.

É necessária maioria absoluta para o vencedor ser confirmado ainda no primeiro turno. A última eleição em que isso não aconteceu foi em 1996, quando Boris Yeltsin enfrentou Gennady Zyuganov. O líder comunista Guennadi Ziuganov, que ficou em segundo lugar nos últimos pleitos, não irá concorrer.
Comparecimento
Os russos, no entanto, não se animam com eleições previsíveis. Nas parlamentares, em 2016, a pariticipação em Moscou foi de 35%. O número mais alto de candidatos pode aumentar a “emoção” do pleito, mesmo que controlado, e é um desejo de Putin — ele quer que a vitória tenha uma cara mais legítima para rebater as acusações de ditador feitas pelo Ocidente.
“A grande questão para prestar a atenção nesta eleições é ver o comparecimento às urnas. Isso porque, se for uma coisa muito abaixo dos 70%, isso começa a mostrar um enfraquecimento do Putin. A fórmula mágica é 70/70. São 70% de comparecimento, com 70% de votos para o Putin”, diz Poggio.
Todos os canais de televisão da Rússia, públicos e privados, bombardeiam os espectadores com anúncios elaborados que chamam a população para votar, com a mensagem de que isso é fundamental para garantir o futuro do país.
Campanha
O chefe do Kremlin quase não fez campanha, pois sua vitória eleitoral já era dada como garantida. Putin não quis participar de debates televisionados com outros candidatos, e o “showmício” de 3 de março no estádio Luzhniki, em Moscou, no qual compareceram mais de 100 mil pessoas, foi seu único grande ato de campanha, mas o presidente também buscou garantir o voto em fábricas e empresas em diversas cidades do país.
Quanto ao programa eleitoral, uma “Rússia forte” é a principal promessa de Putin, em um país onde a esmagadora maioria está resignada a sofrer com a pobreza, a apertar cada vez mais o cinto para acreditar que sua pátria é respeitada e temida no exterior.

G1

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