O percentual de pessoas sem concurso ocupando cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) do governo federal aumentou desde o início do ano (veja no gráfico abaixo).

Os cargos DAS vêm sendo reduzidos pelo governo desde o ano passado, mas um decreto publicado em abril deste ano reduziu os percentuais mínimos destinados a servidores de carreira.

Como resultado, praticamente todos os cargos DAS eliminados ou alterados em 2017 foram de servidores concursados, ou seja, os espaços ocupados por pessoas sem vínculo se mantiveram ao longo do ano.

Divididos em 6 categorias, cargos DAS são os mais usados nas negociações do governo que envolvem acomodação de apadrinhados políticos, justamente porque podem ser ocupados por pessoas sem vínculo com o órgão em que trabalharão, ou mesmo experiência na área.

Cargos DAS de 1 a 4 são considerados de baixo escalão – superintendentes estaduais de órgãos federais, por exemplo, podem ocupar um cargo DAS-4. Já os cargos DAS 5 e 6 são habitualmente ocupados por assessores especiais e chefes de departamentos. As remunerações variam de R$ 2.467,90 a R$ 15.479,92.

No ano passado, o governo anunciou o corte de cargos desse tipo e a transformação da maioria deles em “funções” comissionadas, que só podem ser ocupadas por servidores de carreira.

Total de cargos DAS ocupados no governo diminui em 2017