O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nessa terça-feira, pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal José Guimarães (PT-CE) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O julgamento, no entanto, foi interrompido após pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Dias Toffoli, que prometeu trazer o processo para julgamento na segunda-feira, 18.

A sessão de ontem contou com a presença de três dos cinco integrantes da Segunda Turma: Fachin, Toffoli e o decano da Corte, Celso de Mello. Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes não compareceram por estarem, respectivamente, de licença e no Exterior.

Com o retorno de Gilmar Mendes na próxima semana, existe a possibilidade de o placar do recebimento da denúncia ficar empatado, e indefinido até o retorno de Lewandowski.

A PGR acusa Guimarães e o advogado Alexandre Romano de terem recebido propina em troca de ajuda para a liberação de um empréstimo do BNB no valor de R$ 260 milhões, favorecendo a empresa Engevix, para a construção de usinas eólicas na Bahia.