Com a recuperação da crise, um dos principais setores têm reagido e dado um fôlego para a economia brasileira. Uma pesquisa divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (11) mostra que o comércio varejista teve queda de 0,5% no volume de vendas entre julho e agosto deste ano. O resultado, porém, não é ruim, já que a redução veio após quatro meses seguidos de crescimento, período que acumulou um ganho de 2,1%, segundo o instituto.

Segundo a gerente da pesquisa mensal do comércio do IBGE, Isabella Nunes, o resultado é ainda mais expressivo se comparado a agosto de 2016. Em 12 meses, o volume de vendas avançou 3,6%, melhor resultado para os meses de agosto desde 2013. Números que, de acordo com a especialista, demonstram a recuperação da economia.

“Quando se observa a comparação que leva em consideração o ano de 2016, ou seja, o resultado de 3,6% de aumento de agosto de 2017 contra agosto de 2016, fica evidente a recuperação do varejo, na medida em que se tem um ano de 2016, uma base de comparação muito baixa, mas os fundamentos macroeconômicos tanto no que se referem à inflação ou à taxa de juros das famílias ou massa de rendimentos, eles são melhores em agosto de 2017 do que eram em agosto de 2016.”

A pesquisadora explicou ainda que a sequência de quatro taxas positivas no primeiro semestre permite sugerir que o comércio deverá fechar o ano com estabilidade. Na comparação com agosto de 2016, houve avanço em seis das oito atividades do setor, impulsionado pelas vendas de móveis e eletrodomésticos (16,5%).
Nesta quinta-feira (12), data em que se comemora o Dia das Crianças (12), o comércio varejista deve faturar mais que no ano passado. Após dois anos consecutivos de quedas, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vendas associadas à data festiva devam movimentar R$ 7,4 bilhões. Os números podem representar um crescimento significativo na comparação com 2016, como explica o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes.

“No caso específico do Dia das Crianças, a gente de fato está aguardando uma alta de 3,4% em relação ao Dia das Crianças 2016. E, uma vez confirmada essa nova previsão, a gente estaria falando do melhor Dia das Crianças em quatro anos.”

Com alta esperada de 10,2%, as lojas de vestuário e calçados deverão apresentar o melhor desempenho entre os campeões de venda da data, segundo o especialista. O comércio de brinquedos e eletroeletrônicos também deverá voltar a crescer neste ano (5,7%). De toda forma, a CNC explica que as variações positivas esperadas para 2017 não repõem as perdas verificadas no ano passado de 12,2% e 7,6%, respectivamente.

Reportagem, Tácido Rodrigues